Descarte incorreto gera prejuízo ambiental

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Descarte incorreto gera prejuízo ambiental

Você, provavelmente, já ouviu a frase: “lugar de lixo é no lixo”, correto? Se muita gente já sabe que o lixo orgânico deve ser separado do reciclável e que entulhos devem ser descartados em caçambas para entulho, por que as pessoas ainda continuam descartando lixo na natureza? Há quem se dê ao trabalho de pegar o carro, encher de lixo e levar em pontos distantes da cidade, acreditando que está fazendo o correto. Mas não está.

Basta circular por alguns bairros de Lages, para ver a quantidade de lixo acumulado, principalmente depois dos finais de semana, quando a população aproveita os eventos, mas não se lembra de jogar o lixo no lixo. E, além de deixar a cidade visualmente poluída, a falta de conscientização prejudica e faz mal ao meio ambiente, podendo gerar consequências para o próprio ser humano. É um círculo vicioso.
 
A bióloga da Secretaria de Meio Ambiente, Michelle Pelozato, explica que os lixões a céu aberto provocam contaminação do solo e do lençol freático, além de que, com o vento, a poluição se dispersa. Michelle enfatiza que lixos acumulados são criadouros de mosquitos e proliferação de roedores e animais peçonhentos.
 
Para a bióloga, uma das formas de alertar as pessoas contra essa prática, é por meio da educação ambiental. “A secretaria tem desenvolvido trabalhos de educação para que a população conheça os destinos do lixo, como o aterro sanitário e, além disso, para quais locais destinar entulhos de construção civil.”
 
Ao identificar os pontos de lixo, a prefeitura faz o recolhimento e a limpeza do local, porém, o secretário Euclides Mecabô enfatiza que não demora muitos dias para aquela região estar novamente cheia de entulhos e sujeira.
 
Ministério do Meio Ambiente explica
Segundo a última pesquisa Nacional de Saneamento Básico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), são recolhidas no Brasil cerca de 180 mil toneladas diárias de resíduos sólidos. O rejeito é resultante de atividades de origem urbana, industrial, de serviços de saúde, rural, especial ou diferenciada. Esses materiais gerados nessas atividades são potencialmente matéria prima e/ou insumos para produção de novos produtos ou fonte de energia.
 
Mais da metade desses resíduos é jogado sem qualquer tratamento em lixões a céu aberto. Com isso, o prejuízo econômico passa dos R$ 8 bilhões anuais. Atualmente, apenas 18% das cidades brasileiras contam com o serviço de coleta seletiva. Ao separar os resíduos, estão sendo dados os primeiros passos para sua destinação adequada. Com a separação é possível: reutilização; reciclagem; melhor valor agregado ao material a ser reciclado; melhores condições de trabalho aos catadores ou classificadores dos materiais recicláveis; compostagem; menor demanda da natureza; aumento do tempo de vida dos aterros sanitários e menor impacto ambiental quando da disposição final dos rejeitos.
 
Saiba mais
 
A reciclagem de uma única lata de alumínio economiza energia suficiente para manter uma TV ligada durante três horas.
Cerca de 100 mil pessoas no Brasil vivem, exclusivamente, de coletar latas de alumínio e recebem, em média, três salários mínimos mensais, segundo a Associação Brasileira do Alumínio.
Uma tonelada de papel reciclado economiza 10 mil litros de água e evita o corte de 17 árvores adultas.
Cada 100 toneladas de plástico reciclado economizam 1 tonelada de petróleo.
Um quilo de vidro quebrado faz um quilo de vidro novo e pode ser infinitamente reciclado.
O lacre da latinha não vale mais e não deve ser vendido separadamente. As empresas reciclam a lata com ou sem o lacre. Isso porque o anel é pequeno e pode se perder durante o transporte.
Para produzir 1 tonelada de papel é preciso 100 mil litros de água e 5 mil KW de energia. Para produzir a mesma quantidade de papel reciclado, são usados apenas 2 mil litros de água e 50% da energia.
Cada 100 toneladas de plástico economizam uma tonelada de petróleo.
O vidro pode ser infinitamente reciclado.
 
FONTE: clmais.com.br