Resíduos sólidos geram energia no interior de São Paulo

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Resíduos sólidos geram energia no interior de São Paulo

Entre tantas pesquisas e procura por soluções para a gestão dos resíduos sólidos, uma alternativa tem se mostrado eficiente e inovadora, a transformação do resíduo sólido em energia. Algumas empresas pelo país já trabalham com essa alternativa em diversas formas, mas uma, em específico, da cidade de Piracicaba, interior do estado de São Paulo, chama a atenção pela alta tecnologia empregada e a preocupação em seguir as diretrizes da política nacional de resíduos sólidos.

Inaugurada em abril de 2015, a central de tratamento de resíduos sólidos foi construída através da parceria público privada (PPP), em um complexo denominado ecoparque, os resíduos sólidos são tratados no local. A empresa trabalha desde o encerramento do antigo lixão da cidade, a coleta dos resíduos domésticos e recicláveis, serviço de recolhimento de inservíveis (Cata Cacareco), até varrição de vias públicas, sacolões, praças e jardins. 

Com a colaboração de catadores de material reciclável, a separação é feita dentro da estrutura da empresa, e o material orgânico é destinado para tratamento. A empresa estrutura todo o centro de triagem dos materiais.

A cidade de Piracicaba já enfrentava um sério problema em relação à gestão de seus resíduos, seu lixão já não comportava o material recolhido na cidade e o município precisava transportar os resíduos para a cidade vizinha, Paulínia.

O resíduo, depois de tratado, é transformado em biogás e combustível derivado do resíduo (CDR), segundo o professor e engenheiro ambiental Diego Sardinha é necessário atentar-se também a outros fatores. “Os investimentos para ‘Gestão Integrada de Resíduos Sólidos’ devem ser realizados antes da geração do resíduo. Há toda uma cadeia relacionada a resíduos: matéria prima - consumo - geração - acondicionamento - armazenamento - coleta e transporte - reaproveitamento - destinação final, cada etapa extremamente complexa”, fala.

 A usina aproveita 85% do material recolhido, os 15 % que não são reaproveitados são destinados a um aterro controlado construído no próprio ecoparque. O chorume (líquido que sai do lixo) vai para uma estação de tratamento de esgoto.

Depois da separação do lixo reciclável, o resíduo orgânico é transformado em biogás, que é utilizado na própria empresa e no combustível derivado dos resíduos (CDR) que é vendido para a indústria. A tecnologia envolvida no processo é alemã. A usina tem capacidade para tratar até 2.000 toneladas por dia. A cidade de Piracicaba gera cerca de 400 toneladas/dia.

Fontes e Foto: Prefeitura de Piracicaba.