Só a prevenção salva os mares

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Só a prevenção salva os mares

De acordo com a Organização as Nações Unidas (ONU), 80% de todo o lixo marinho são compostos por plásticos. Uma decorrência do modelo de consumo que se consolidou no planeta, baseado no descarte rápido de embalagens e outras partes de produtos comercializados e consumidos. De tão sério que isso está ficando, virou uma questão para ambientalistas e começa a entrar na pauta de empresas, que vislumbram a importância de reduzir os resíduos sólidos nos seus processos de finalização da produção.Estudo recente da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe) mostrou que 80% dos resíduos encontrados nos mares e oceanos têm origem terrestre. Originalmente, o levantamento foi feito pela International Solid Waste Association (ISWA), e teve uma versão adaptada para o Brasil.O presidente da Abrelpe, Carlos Silva Filho, em entrevista recente à GO Associados, só vê uma maneira de reduzir a poluição dos mares: a prevenção. “Essa é a única forma efetiva de se combater a poluição marinha: não deixar que os resíduos cheguem aos corpos hídricos”, enfatizou. Lembrou que o lixo marinho contamina e degrada o meio ambiente, prejudicando a flora e a fauna, com efeitos negativos diretos para a pesca e o turismo.Embora vigore no País há oito anos, a Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei 12.305/2010) ainda não cumpriu um de seus principais objetivos: os depósitos inadequados. E cerca de 3 mil lixões a céu aberto espalhados em mais da metade das cidades brasileiras teriam que ser extintos até 2014. Essa legislação não prevê uma política específica para combater a poluição marinha.No entanto, as legislações ambientais vigentes cumprem um papel importante na orientação de procedimentos e punições contra a poluição de qualquer natureza, cabendo aos órgãos ambientais – geralmente com déficit de recursos – a fiscalização.Na avaliação da Abrelpe, outro fator que dificulta o combate à poluição dos mares é sua origem difusa.

FONTE: dci.com.br